A RIO JÁ NOTICIA E ESTIMULA O QUE O RIO TEM DE MELHOR

Uma revista que ama o Rio tem o dever de descobrir e relatar experiências que dão certo, como forma de estímulo e de exemplo a ser seguido; por isto, destacamos sinais de recuperação ambiental na Lagoa Rodrigo de Freitas

A nova revista do Rio – a RIO JÁ – tem como uma de suas preocupações mais importantes procurar, identificar e mostrar ao leitor iniciativas bem sucedidas, soluções inovadoras e mudanças para melhor na vida da população, sempre tratando com equilíbrio assuntos da capital, da Baixada Fluminense e do interior do estado.

Um destes assuntos mereceu destaque em nosso primeiro número: sinais de recuperação ambiental da Lagoa Rodrigo de Freitas. Ainda modestos, sim, mas justamente por isto merecedores de destaque, divulgação e estímulo. Para que cresçam e se tornem perenes.

Leia a reportagem:

A LAGOA VIVE

Aves raras, caranguejos e peixes indicam que a Lagoa Rodrigo de Freitas, ícone da beleza do Rio, dá bons sinais de recuperação ambiental.

Os animadores sinais de vida da Lagoa são resultado do trabalho de ambientalistas, biólogos, cientistas e, sem dúvida, também dos poderes públicos – estadual e municipal.

O aumento do número de visitantes interessados em fazer selfies tendo ao fundo aves que voltaram a frequentar a Lagoa Rodrigo de Freitas é o mais importante indicativo de que algo está mudando para melhor na paisagem de um dos locais mais icônicos do Rio, normalmente associado tanto à beleza quanto à poluição.
Ambientalistas, biólogos e pesquisadores reagiram com indisfarçável euforia à raríssima presença de aves que há décadas não eram vistas na lagoa e cuja presença é interpretada como um sinal de recuperação ambiental da flora e da fauna. O que mais impressionou foi o passeio registrado nos últimos dias de belíssimos colhereiros no espelho d’água e nas margens dos mangues. Embora comuns no litoral brasileiro, estas aves cujas penas variam do rosa ao avermelhado, têm este nome por causa do bico em forma de colher, que as ajuda a “pescar” microorganismos e pequenos animais.
O biólogo Mário Moscatelli, que poderia ser chamado de “pai adotivo da Lagoa”, frequenta e pesquisa o local há décadas e reage com entusiasmo à presença dos colhereiros por lá.
– Posso dizer que essas aves não apareciam na Lagoa há pelo menos 32 anos, que é o tempo que estou lá. Eu diria que essa aparição é um efeito tanto da melhoria das condições ambientais da Lagoa, apesar dos problemas ainda existentes, bem como da sua renaturalização, através da recuperação dos manguezais e de suas margens – diz Moscatelli.
E acrescenta, satisfeito:
— A Lagoa, mesmo sendo um ecossistema urbano, mostra que se soubermos gerenciar os recursos naturais, podemos ter incremento da biodiversidade ainda que em áreas reduzidas, o que incrementa, por sua vez, o desenvolvimento econômico. Ontem estive na Lagoa e o que tinha de gente tirando foto era algo incrível.
Outro sinal de recuperação ambiental foi registrado pela imprensa há três meses, quando foi fotografada a presença de frangos d´água, inclusive de ninhos destes animais. Também cresceu nos últimos tempos a população de caranguejos, savacus e capivaras.
Os especialistas creditam esta mudança e a melhoria das condições ambientais ao fato de, apesar da poluição ainda presente, o bairro ter recebido uma rede de esgoto mais avançada, após obras recentes, além dos benefícios proporcionados pelo replantio dos manguezais.
Os animadores sinais de vida da Lagoa Rodrigo de Freitas são resultado do trabalho dos ambientalistas, biólogos, cientistas e, sem dúvida, também dos poderes públicos – estadual e municipal – que passaram a zelar pela recuperação desta região que tem importância fundamental para a cidade. E que assim seja por longo tempo, até que a Lagoa esteja recuperada de forma perene.

Veja aqui a capa da RIO JÁ número 1:

Leia no link a seguir a revista completa em PDF:

https://www.yumpu.com/pt/document/read/65903418/rio-ja-n-1-pdf-de-visualizacao