Barroso: 7 de Setembro pode mostrar tamanho do fascismo no Brasil; Cármen dá 5 dias para Bolsonaro explicar desfile em Copa

Barroso reforçou o caráter fascista de manifestações que pedem a destruição das instituições

Barroso e Cármen Lúcia

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou, nesta sexta-feira (5), que as manifestações bolsonaristas programadas para o bicentenário da Independência, em 7 de setembro, poderão mostrar o “tamanho do fascismo no Brasil”.

“No 7 de Setembro, se forem os apoiadores de um dos candidatos (mostrando suporte), faz parte da democracia. E devemos olhar isso com todo o respeito. Agora, se for o episódio para fechamento do Supremo ou do Congresso, aí vamos saber mesmo o tamanho do fascismo e do sentimento antidemocrático no Brasil”, disse o ministro, em declaração recuperada pelo jornal O Globo.

Barroso reforçou o caráter fascista de manifestações que pedem a destruição das instituições: “Uma coisa é a liberdade de apoiar qualquer candidato, a outra coisa é querer destruir as instituições. Apoiar um candidato é liberdade democrática. Agora, destruir as instituições é fascismo, um sentimento antidemocrático. E isso precisa ser reprimido.”

A fala se deu no 17º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, em São Paulo. Durante sua palestra, o magistrado foi questionado se projeta um cenário de violência nas eleições brasileiras deste ano, em paralelo com o que houve nos EUA, com a invasão do Capitólio.

Já a ministra do STF, Cármen Lúcia, deu prazo de cinco dias para Jair Bolsonaro se manifestar sobre alteração do local do desfile cívico-militar do dia 7 de setembro e das comemorações do bicentenário da Independência no Rio de Janeiro.

“Requisitem-se, com urgência e prioridade, informações ao Presidente da República, a serem prestadas no prazo máximo e improrrogável de cinco dias. Na sequência, vista à Advocacia-Geral da União e à PGR para manifestação na forma da legislação vigente, no prazo máximo e prioritário de três dias cada (§ 1º do art. 10 da Lei n. 9.868/1999). Ultrapassados os prazos, com ou sem manifestação dos agentes e órgãos públicos indicados, retornem-me os autos com urgência”, determinou a ministra.