Por ampla maioria, Conselho Nacional do MP decide abrir Processo Administrativo Disciplinar que poderá resultar na demissão dos procuradores da Lava Jato do Rio

Última atualização:

O Conselho Nacional do Ministério Público aprovou, na tarde desta terça-feira, a abertura de Processo Administrativo Disciplinar contra os procuradores responsáveis pela Lava Jato no Rio de Janeiro. Com oito votos a favor, três contra (dois aprovaram apenas uma sindicância e um pediu o arquivamento), o órgão de controle das ações dos integrantes do MP resolveu dar prosseguimento a ação, cuja pena prevista é a demissão dos procuradores acusados.

O corregedor Nacional do CNMP e relator do caso, Rinaldo Reis, opinou pelo desligamento do MPF de todos os envolvidos. Eles são acusados de divulgar, ao arrepio da lei,   detalhes de uma investigação, sob sigilo, contra os ex-senadores Romero Jucá e Edson Lobão.

Com a abertura do PAD, será designado um novo relator para o caso. Todos vão prestar novos depoimentos para a instrução final do processo.

Doze integrantes do grupo (um procurador regional da República, dez procuradores da República e uma promotora de Justiça de Sergipe) são alvos do PAD:  o Procurador Regional da República, José Augusto Simões Vagos; o procurador Eduardo Gomes El Hage, responsável pela maior parte das ações contra políticos fluminense;  Fabiana Keylla Schneider, Marisa Varotto Ferrari, Gabriela de G. A. M. T. Câmara, Sérgio Luiz Pinel Dias, Rodrigo Timóteo da Costa e Silva, Stanley Valeriano da Silva, Felipe A. Bogado Leite, Renata Ribeiro Baptista e Tiago Misael de Jesus Martins.

Os dois ex-senadores alegam que houve vazamento de informação sigilosa quando o site do MPF do Rio publicou informações sobre o andamento do caso envolvendo supostos crimes praticados por eles na construção da usina Angra 3.