PSDB já pressiona Simone Tebet como fez com Doria: ou cresce logo ou sai fora da disputa

Tucanos avisaram que não colocarão um centavo sequer de seu fundo eleitoral na campanha do MDB à presidência

Última atualização:

Mal havia defenestrado João Doria e a cúpula nacional do PSDB já começava a impor ao MDB e sua pré-candidata Simone Tebet o mesmo jogo de pressão que acabou por destruir as chances do seu próprio candidato, ungido em prévias internas.

Ontem, os tucanos adiaram reunião que estava marcada para hoje sobre aliança com o MDB e já deram os primeiros sinais de um ultimato a Simone Tebet: ou cresce logo nas pesquisas (ela está com apenas 1%) ou sai fora. O mesmo que fizeram com o ex-governador de São Paulo.

Cresce, assim, a impressão de que tucanos como Aécio Neves e o próprio presidente nacional do partido querem, na verdade, abrir mão de qualquer candidatura, para oferecer aos seus parlamentares e dirigentes liberdade para apoiar Jair Bolsonaro.

Veja a nota do Painel, da Folha:

 O PSDB adiou a reunião de sua executiva nacional que estava marcada para hoje e, com isso, mandou um recado ao MDB: quer primeiro esperar para ver se Simone Tebet se viabiliza como pré-candidata para anunciar aliança.

O partido reagendou o encontro para o dia 2 de junho, com a participação das bancadas na Câmara e no Senado Federal.

O encontro a princípio seria destinado a aprovar apoio a Tebet, mas corria também o risco de prolongar a guerra interna no partido, agravada com o processo que culminou com a desistência de João Doria da sua pré-candidatura presidencial.

Uma ala tucana, capitaneada pelo deputado federal Aécio Neves (MG), prometia insistir na reunião na candidatura própria, tentando reapresentar o nome do ex-governador Eduardo Leite (RS).

Segundo integrantes do PSDB, agora a pressão para crescer nas pesquisas está toda sobre Tebet, que tem marcado índices de 1% a 2% nas sondagens.

“Agora a bola está no campo deles. Eles que joguem o jogo, estamos aqui observando”, diz o presidente do diretório do PSDB paulistano, Fernando Alfredo, aliado de Doria.

Além de esperar pelo desempenho da senadora nas pesquisas, lideranças tucanas querem amarrar acordos estaduais, em palanques como São Paulo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, entre outros.

Em outra nota, a Folha informa que o PSDB já avisou ao MDB que não oferecerá um centavo sequer de seu fundo eleitoral para a chapa de Simone Tebet, mesmo que ela venha a ter como vice um tucano.

Segundo um dirigente tucano, quem paga a festa de casamento é sempre a família da noiva.

O dinheiro será usado para a campanha dos parlamentares.

O PSDB adiou a reunião que teria com o MDB ontem para 2 de junho, com participação de suas bancadas no Congresso.