Quase dois terços dos brasileiros estão com as contas atrasadas

Dados do Banco Central e da Confederação do Comércio revelam recorde de inadimplência entre as famílias brasileiras, o que vai impor uma redução do consumo

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O endividamento das famílias bateu recorde no ano passado em meio à pandemia de Covid-19, como mostram números do Banco Central e da Confederação Nacional do Comércio.

Estudo realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) com base nos resultados mensais da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), também mostrou alta no endividamento das famílias no ano passado. Divulgada no fim de janeiro, a análise mostra que a média de famílias endividadas em 2020 cresceu 2,8 pontos percentuais, em comparação com o ano anterior, chegando a 66,5%, que é a maior porcentagem média anual da série histórica, iniciada em 2010.

Pressionados pelo alto custo de vida e pelas dívidas do passado, os brasileiros têm cada vez menos renda disponível para consumir – o que compromete o crescimento. “O endividamento das famílias brasileiras bateu recorde, com o valor total das dívidas chegando a 59,9% da renda média anual, segundo dados mais recentes do Banco Central. O resultado de junho é o maior patamar desde o início da série histórica do BC, em 2005”, informa reportagem do Globo.

Em momento de alto índice de inadimplência, a tendência inevitável do consumidor é comprar o menos possível, apenas o indispensável e evitar dívidas a prazo. Isto impede a retomada do crescimento da economia.