As razões do êxito da gestão de Wladimir Garotinho

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RICARDO BRUNO

Com 10 meses de mandato, o prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho, está dando mostras de competência na gestão. Após assumir com três folhas em atraso, numa situação de caos e abandono produzida pelo antecessor, o prefeito definitivamente está colocando ordem na casa: pôs em dia os salários e, em outubro, conseguiu antecipar o pagamento para dentro do mês, prática não adotada no município há muitos anos, dada a situação de descontrole e colapso da gestão de Rafael Diniz.

Sensato, sem rasgos voluntariosos de autopromoção, Wladimir reconhece que, neste esforço de recuperação de Campos, tem sido fundamental o espírito colaborativo e republicano do governador Cláudio Castro.

– Preciso reconhecer que ele tem me ajudado muito. Sou grato a tudo que ele tem feito – reconhece

Um das principais inciativas do governador em relação a Campos foi a decisão de contribuir para o financiamento da saúde pública, com a injeção de cerca de R$ 12 milhões.

O preço do barril do petróleo e a consequente elevação dos royalties têm dado também uma mãozinha no trabalho do alcaide para colocar a gestão nos trilhos.

O exemplo de Campos ilustra a importância da política, da articulação, da capacidade de negociação, no resultado da gestão pública. Wladimir é articulado, mantém relações com grupos de vários matizes ideológicos, se movimenta no Rio e em Brasília na captação de recursos extraordinários; traz no sangue o desembaraço e o DNA da família, o que lhe garante inegável trânsito político. O antecessor, ao contrário, vivia a se lamentar das dificuldades, a explicar que não podia fazer milagres etc e tal. Naufragou no isolamento próprio de quem não é do ramo.