Cláudio Castro e Rodrigo Neves: campanhas para governador irreversíveis

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      * Paulo Baía.

A expressão irreversível, em política e em eleições, nunca é a mais conveniente. A política é sempre reversível, se não for assim não é política.

As campanhas eleitorais são voláteis e possuem elasticidade no corportamento e escolhas do eleitor.

Já os candidatos e partidos são mais resistentes, apostam nas regras do “pôquer eleitoral” até o dia da eleição.

Assim, podemos falar em “candidaturas irreversíveis” mesmo com as mutações da política e das eleições como processo dinâmico de escolhas da sociedade, dos eleitores, dos indivíduos.

As eleições não pertencem aos partidos ou às candidaturas, são da população, com seus humores momentâneos, seus desejos, suas necessidades, seus afetos, seus valores morais e éticos.

Afetos e humores que são ativados com as campanhas e o marketing eleitoral e político.

Existem escolhas políticas e/ou ideológicas pré-definidas, mas são minoria no universo da população eleitoral do estado do Rio de Janeiro, como nos demais territórios brasileiros.

Penso que já temos duas candidaturas “irreversíveis” para governador do estado do RJ em outubro de 2022.

São elas a de Cláudio Castro com Washington Reis pelo PL/MDB e a de Rodrigo Neves e Felipe Santa Cruz pelo PDT/ PSD/PSB.

Cláudio Castro e Washington Reis terão Romário Faria, que está no PL, como candidato ao senado federal.

Rodrigo Neves e Felipe Santa Cruz terão Alessandro Molon, do PSB, como candidato ao senado.

Marcelo Freixo vai reforçar a nominata do PSB e André Ceciliano a nominata do PT para a Câmara dos Deputados.

O projeto nacional do PT é fazer uma bancada de mais de 85 deputados federais, o mesmo projeto do PSD e do PL.

O PSB quer uma bancada de mais de 40 deputados federais.

O PDT vai na onda, com nominatas fracas por todo o Brasil e em especial no estado do Rio de Janeiro. Se chegar a 20 federais será uma festa de arromba.

Teremos Milton Temer como candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PSOL para animar e alegrar a meninada das esquerdas universitárias, comunitárias e identitárias, embora Milton Temer não seja um identitário, mas um socialista marxista histórico, com experiência no jornalismo e nos legislativos do estado do Rio de Janeiro e do Brasil na Câmara dos Deputados.

A campanha de Milton Temer também está na estratégia do PSOL de reforçar a nominata de deputados federais com nomes como Tarcísio Mota e Chico Alencar.

Ah, não podemos esquecer do PSTU, do PCO e da UP, que certamente terão canditaduras próprias.

Anthony Garotinho, que nunca deve ser subestimado, e o União Brasil ( DEM/PSL ) ao que tudo indica caminharão com Cláudio Castro e Washington Reis.

        * Sociólogo e cientista político em 06/02/2022