Eduardo Paes cresce porque está se transformando no candidato dos pobres

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RICARDO BRUNO

O maior feito da primeira semana de campanha eleitoral na televisão foi de Eduardo Paes; não por ter crescido na margem de erro nos números finais de intenção de voto, passando de 27% para 30%. Não fosse a análise visceral dos resultados poder-se-ia dizer que o movimento seria estatisticamente desprezível, pois a amostra tem variação de 3% para mais ou menos.

O que definitivamente mostra que o candidato do DEM avançou de modo sólido foi sua performance entre os mais pobres. Em uma semana, Eduardo Paes começou a se impor como o candidatos das periferias: entre os que ganham até um salário mínimo, ele disparou pulando de 20% para 29%, num movimento inconteste, pois totalmente fora da margem de erro.

Os números entre os que têm apenas ensino fundamental comprovam também a consolidação de Eduardo Paes nos estratos mais populares da sociedade carioca. Impressiona seu avanço neste segmento, saltando de 17% para 34%.

Está claro, portanto, a razão pela qual as candidaturas de partidos de esquerda de viés popular – como a de Martha Rocha (PDT) e Benedita da Silva (PT) – permanecem empacadas. Eduardo Paes está ocupando o campo onde supostamente seus principais adversários poderiam crescer.

Outro dado importante da pesquisa é a confirmação do apoio a Marcello Crivela entre os evangélicos. Este é o único segmento em que ele lidera com 24% das intenções de voto contra 16% de Eduardo Paes. A força entre os evangélicos explica a resiliência do prefeito em permanecer em segundo lugar, a despeito do bombardeio dos adversários.