Interdição!

Gender prohibitions
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  PAULO BAÍA

As militâncias políticas e sociais das direitas e das esquerdas no Brasil do tempo presente interditaram no grito, na marra, no berro, dois debates nas universidades e nas várias impressas e meios comunicacionais: o debate e as pesquisas sobre a motivação do voto em Jair Bolsonaro em 2018 e o debate e as pesquisas sobre racismo contra a população descendente de escravizados.
Ainda bem que, mesmo silenciadas pelos gritos e berros, as pesquisas estão sendo feitas, mesmo que não debatidas em público ou publicadas nas mídias tradicionais digitalizadas e nas publicações acadêmicas indexadas.


O tempo presente é de interdição, achincalhamento e apologia à censura prévia.


É de imposição do medo, do constrangimento, do silenciamento compulsório.
Que eu classifico, simploriamente, como “totalitarismo exterminador”, aos moldes da “Revolução Cultural” de Mao Tsé-Tung, entre os anos de 1966 e 1976.


Mas a Nona Sinfonia de Beethoven voltará a ser executada em público e nas praças públicas.

   *Sociólogo, cientista político e professor da UFRJ em 23 de Janeiro de 2022.