Luciano Bandeira e Ana Basílio são os mais preparados para a direção da OAB do Rio

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POR RICARDO BRUNO*

Na próxima terça-feira, 16, os advogados do Rio vão às urnas para escolher a nova direção da OAB regional. É um momento de afirmação política da entidade como instrumento vivo da sociedade civil. O pleito vai mobilizar os 92 mil profissionais do direito inscritos e aptos, no Estado do Rio, a participar do escrutínio para definição dos rumos da lendária OAB, entidade cuja história se confunde com a luta pela democracia no Brasil.

Em todas as grandes pugnas da sociedade brasileira, a OAB esteve presente. Criada por um decreto do presidente Getúlio Vargas, em 1930, em pleno Estado Novo, a entidade nunca faltou aos brasileiros. Ao lado da ABI, se impôs ao longo do tempo como pilar de resistência das lutas populares: na batalha contra a ditadura, na reação aos anos de chumbo dos generais de plantão, em favor das diretas, na defesa das minorias, na luta pelos direitos individuais, na defesa dos oprimidos e em muitas outras causas de incontrastável interesse público.

Em síntese, no juízo dos brasileiros, a OAB representa a justiça na acepção direta do termo. Ao longo do tempo, a OAB sempre esteve do lado correto da história. Se há divergência, tome-se, cautelarmente a posição da Ordem dos Advogados do Brasil. Nenhuma outra instituição acertou tanto na defesa dos interesses legítimos do povo brasileiro.

No Rio, a chapa que incorpora com legitimidade as bandeiras históricas da instituição é a liderada por Luciano Bandeira (presidente) e Ana Basílio (vice). Com apoio do reto e digno  Felipe Santa Cruz, presidente da OAB nacional, Bandeira e Ana são, de longe, os mais preparados para nobre missão de representar a categoria na luta pelo estrito respeito às prerrogativas da advocacia. Que, nos últimos anos, foram criminosamente vilipendiadas no estado policial montado pelo lavajatismo e seus fantoches encarnados por Moro, no Brasil, e Bretas, no Rio.

À frente da entidade no último biênio, deram mostras de competência, ousadia e coragem. E firmaram credenciais para pleitear a reeleição. Nas mãos de Bandeira e Ana, teremos convicção plena de que a OAB não vai se afastar um milímetro da missão inegociável de lutar por uma advocacia indômita e intransigente na defesa dos direitos individuais, do estado democrático de direito e, de resto, de uma sociedade mais justa e fraterna.

*RICARDO BRUNO é jornalista e editor da Agenda do Poder