Datafolha reafirma Paes e Crivella no dia 15 de novembro

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Paulo Baía

O Instituto Datafolha soltou sua última pesquisa eleitoral para a cidade do Rio de Janeiro nesse final de tarde do dia 05/11.

Estamos a nove dias do primeiro turno e o cenário percebido pela pesquisa confirma Eduardo Paes do DEM com 31% das intenções de voto em primeiro lugar absoluto. Variou positivamente 2%, não é ameaçado por Marcelo Crivella do Republicanos, que está em segundo lugar com 15%, se deslocou dois pontos para mais.

Eduardo Paes e Marcelo Crivella possuem os maiores índices de rejeição com 33% e 57% respectivamente.

Martha Rocha do PDT ficou imóvel nos 13%, em terceiro lugar. Não é um bom cenário, sinalizando uma estagnação de sua campanha, que vinha em crescimento. O sinal de alerta está soando alto para a candidata do PDT/PSB, com índice de rejeição baixo, em 11%, mas que subiu 4%.

Benedita da Silva do PT, em quarto lugar, tem um cenário ruim para uma das vagas no dia 15/11.

Oscilou negativamente de 10% para 8%, está em viés de baixa, com rejeição muito elevada, em 31% do eleitorado, só superada por Crivella e Paes, que estão em viés de alta.

Benedita da Silva dá sinais, nos programas eleitorais bem feitos e agenda, de concentrar a campanha para eleger uma bancada de vereadores para o PT e PCdoB, dar palanque para Lula e Haddad em 2022, com o partido coeso e voltado para si mesmo.

Luiz Lima do PSL teve um pequeno deslocamento de 4% para 5%, não se pode afirmar que está com viés de alta, mas o cenário é bastante positivo para o nadador olímpico e deputado federal nessa pesquisa do Datafolha.

Bandeira de Mello da Rede, com 3%, está também imóvel, empatado com Renata Souza do PSOL que se movimentou negativamente de 5% para 3%.

As demais candidaturas pontuaram de 0% a 1%.

Nos dias finais de campanha eleitoral, como é o caso, os partidos políticos aumentam a intensidade e a presença da campanha nas ruas e ciberespaços, os candidatos ficam mais visíveis nas afirmações de suas imagens públicas, assim como os ataques de descontração dos adversários ficam mais potentes e agressivos.

Os partidos políticos ajustam seus objetivos táticos e estratégicos para esse pleito municipal de 2020, para diminuir custos e aumentar benefícios políticos de cada candidatura.

O jogo eleitoral, que não está empatado, vai para os 15 minutos finais, não se pode errar nas ações e silêncios.

Algumas campanhas já estão cometendo erros, que ficarão evidentes no dia 15/11, mas isso é para balanço e análise no dia 16/11.

* Sociólogo e cientista político em 05/11/2020.