Castro/Lula/Ceciliano, a chapa informal que mais avança na política real fluminense

Última atualização:

A possibilidade de a política real se impor sobre as coligações formais é abordada nesta semana, pela revista CartaCapital, em reportagem sobre o crescimento da aliança informal entre  Lula, Cláudio Castro  e André Ceciliano candidato petista ao Senado . Não há acordo firmado entre as partes neste sentido, tampouco existe qualquer possibilidade de formalizá-lo sob as atuais regras eleitorais. Mas, ao largo da legislação ou das estratégias nacionais de Lula e Bolsonaro, esse é o arranjo eleitoral que mais avançou nos últimos dias, juntando deputados, prefeitos e vereadores de todo o estado.

Leia trecho da reportagem de Carta Capital:

“Arranjos eleitorais cons­truí­dos à margem das coligações não são novidade no Brasil. Ao longo do tempo, eles aconteceram à esquerda e à direita, por vezes sem o conhecimento – ao menos oficial – dos atores envolvidos. Com a disputa presidencial polarizada entre Lula e Bolsonaro e a multiplicidade de acordos regionais pelo Brasil afora, as manjadas “coligações diagonais” devem acontecer em vários estados. No Rio de Janeiro, movidos mais pela política real praticada no estado nos últimos anos do que pelas chapas majoritárias, parlamentares e prefeitos de diversos partidos iniciaram a campanha da improvável trinca a reunir Lula para presidente, Cláudio Castro (PL) para governador e o deputado estadual André Ceciliano (PT) para senador

Para entender o arranjo, é preciso remontar ao afastamento de Wilson Witzel em 2020, após envolvimento em um esquema de corrupção na Saúde. No lugar do mandatário afastado, primeiro de forma interina e depois definitivamente desde 30 de abril do ano  surgiu em cena seu vice, o até então obscuro ex-vereador Cláudio Castro. O apoio do presidente da Alerj foi fundamental para que o novo governador conseguisse construir um secretariado de composição que recolocou o Rio minimamente nos trilhos  a tempo de enfrentar o momento mais agudo da pandemia. O apoio de Ceciliano foi retribuído na montagem do primeiro escalão, quando o petista emplacou os nomes dos deputados Max Lemos, do PROS, para a Secretaria de Obras, e Tiago Pampolha, do União Brail,  para a Secretaria de Ambiente”.

Trinca Improvável, leia íntegra da matéria de Carta Capital