Em live com ministro Tarcísio Freitas, Bolsonaro promete rever o edital do Santos Dumont

"Há um bom interesse nosso, do Tarcísio que trata desse assunto, em atender o Rio de Janeiro. E atender o usuário, ao qual nós devemos lealdade", disse o presidente.

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) admitiu nessa sexta rever o edital de privatização do aeroporto do Santos Dumont. Mas queixou-se dizendo que há pessoas que querem levar “artificialmente” para o aeroporto internacional do Galeão, mais distante, voos que originalmente estão programados para decolar ou pousar no Santos Dumont, mais central.

A declaração ocorreu em sua “live” semanal nas redes sociais, um dia após Bolsonaro ter recebido o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), no Palácio do Planalto para tratar do tema. Ao seu lado na transmissão, estava o ministro Tarcísio Freitas (Infraestrutura), que também se reuniu com Castro, que defende mudanças no modelo de privatização proposto pela pasta. O governador tem dito que quer evitar uma “canibalização” do Galeão, mais distante do Centro do Rio.

– Nessa discussão, […] alguns querem artificialmente pegar usuários do Santos Dumont e levar para o Galeão. Agora, grande parte dos que vão para o Rio de Janeiro prefere descer no Santos Dumont pelos mais variados motivos. Então aí é um ponto que complica um pouco – afirmou o presidente.

Segundo o presidente, não pode haver direcionamento de voos para o Galeão.

“Não podemos pegar uma parte dos voos para o Santos Dumont e, numa possível futura negociação, levar para o Galeão. Porque você pode também ter esse pessoal que, ao procurar ir para o Rio e ver que só tem pouso no Galeão, não ir para o Rio de Janeiro. Acho que todos perdem com isso aí”, afirmou o presidente.

Na opinião do presidente, a capacidade máxima do Santos Dumont “vai ser atingida ou já praticamente nesse número”.

– Há um bom interesse nosso, do Tarcísio que trata desse assunto, em atender o Rio de Janeiro. E atender o usuário, ao qual nós devemos lealdade – afirmou .

Durante a livre, o ministro Tarcísio também comentou sobre a questão.

“Eu acho que no final dessa discussão, presidente, nós vamos ficar com um modelo bom, que preserve a capacidade do sistema multi-aeroportos do Rio de Janeiro, que faça com que esses dois aeroportos possam crescer de forma sustentável. E que também traga algum tipo de ganho, por exemplo, na mobilidade urbana com a aplicação de valores de outorga”, disse o ministro.