Indicação de André Mendonça ao STF sobe no telhado. A expectativa é de que ele desista

ANDRFÉ MENDONÇA DIANTE DE UM PASTOR, EM FOTO DE JULHO
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A indicação de André Mendonça ao STF parece que definitivamente subiu no telhado. Escolhido em junho pelo presidente Bolsonaro, o ex-ministro da justiça terrivelmente evangélico ainda não foi sabatinado e, apesar da pressão de alguns senadores, o presidente da CCJ, David Alcolumbre, se recusa terminantemente a agendar o encontro para ouvi-lo e referendar ou não a indicação.

Nesta quarta-feira, em entrevista ao Jogo do Poder, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) disse que o Senado não pode fugir à obrigação constitucional de sabatinar o nome indicado pelo presidente. Segundo Portinho, há enorme constrangimento com a decisão de Alcolumbre de procrastinar sine die a convocação.

A colunista Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, informa que a expectativa entre alguns senadores e ministro do STF é a de André Mendonça tome a iniciativa de desistir de sua candidatura.

Objetivamente, pesam contra André Mendonça o fato de ele ser uma lavajatista assumido e também de ele alardear sua fé evangélica publicamente, num movimento que pressupõe o aparelhamento religioso da Corte.

No domingo (12), ele foi a um culto na Assembleia de Deus e afirmou que aos bispos que a palavra deles “sobre a minha vida é uma palavra com um peso de autoridade de Deus na Terra”. Disse que é “um discípulo” e “um servo”. E afirmou ainda reconhecer a sua “submissão”.