O que Cláudio Castro disse ao general Mourão

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RICARDO BRUNO

Na conversa com o general Hamilton Mourão, na noite desta quinta-feira, em Copacabana, o governador Cláudio Castro fez minuciosa análise das próximas eleições no Rio. Dedicou-se especialmente à disputa do Senado, tema de maior interesse de seu interlocutor.

Mourão pediu-lhe uma radiografia do quadro. O governador o fez mostrando as características especiais do pleito.

– Mostrei a ele que a eleição para o Senado é totalmente indexada à eleição presidencial. Candidatos fortes e competitivos vinculados a Bolsonaro e a Lula têm enormes chances a depender do sucesso eleitoral de um e de outro na disputa presidencial. Trata-se de uma eleição curta, de 45 dias, sensível ao quadro nacional. Lembrei, inclusive, da eleição do Arolde de Oliveira, que, nos últimos dias de campanha, teve o apoio explícito de Bolsonaro e acabou vitorioso.

O governador concluiu sua anamnese eleitoral com uma bem humorada advertência.

– Agora se os candidatos vinculados às candidaturas presidenciais forem fracos, Romário pode passar manteiga no pão, comer por fora os dois, e correr para o abraço.

Durante o período em que estiveram juntos, Mourão foi mais ouvinte do que expositor. Não revelou suas reais  pretensões eleitorais objetivamente; não descartou o Rio Grande do Sul e disse que só decidirá seu futuro político em março.

Nas despedidas, deixou a frase que mais agradou a Cláudio Castro.

– Em 2022, estaremos juntos, com certeza.