Brasil 247 – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após o pai presidente dizer que não vê “nada demais” em pagar em dinheiro vivo a compra de imóveis, foi por outra linha de defesa e tenta confundir a acusação feita ao comentar pelo Twitter nesta quinta-feira (1) a revelação de que a família Bolsonaro, inclusive ex-mulheres de seu pai, compraram 51 imóveis em dinheiro vivo nas últimas três décadas.
Nas escrituras dos imóveis, obtidas pelo UOL, encontra-se a expressão “moeda corrente” como forma de pagamento.
Flávio Bolsonaro, como se sabe o principal acusado de esquema de “rachadinhas” na família, alega que o termo se refere ao pagamento em real – a moeda brasileira – e não em dinheiro em espécie. “O desespero da grande mídia com Bolsonaro é grande! ‘Moeda corrente’ no Brasil é o real, e não “dinheiro vivo”. E se está na escritura de um imóvel é declarado, transparente, tudo legal”, afirmou.
Segundo apuração do jornal Estado de São Paulo, no entanto, a expressão “moeda corrente do País contada e achada certa” – ou variações semelhantes – se refere sim ao pagamento em dinheiro vivo.
Comprar imóveis utilizando dinheiro em espécie não é ilegal, mas levanta inúmeras suspeitas, já que a prática é comumente utilizada para esconder esquemas de lavagem de dinheiro.






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